Amor (dito em poema)

Cala-te, a luz arde entre os lábios,
e o amor não contempla, sempre
o amor procura, tacteia no escuro,
essa perna é tua? Esse braço?
Subo por ti de ramo em ramo,
respiro rente à tua boca,
abre-se a alma à língua, morreria
agora se mo pedisses, dorme,
nunca o amor foi fácil, nunca,
também a terra morre.
Eugénio de Andrade
8 Comments:
...............
um belo poema sem dúvida
mas permite-me que te faça um pedido
publica mais coisas tuas, que são sempre deliciosas, pelo menos para mim
desculpa este meu egoísmo
:)))
(se tivesses passado um pouco depois, já não tinha de ler requentado :), grato pelas tuas palavras)
..................
Beijinho e continuação de um Bom Dia
Quando não passo aqui, tenho saudades. Porque os teus passos cadenciados são tão belos que os queria sempre ao lado. Sempre perto. Obrigada, linda! Bjinho
Bom dia, bjinho Tia.
Ficou bem a imagem ao lado deste poema do Eugénio de Andrade!...
Abraço!
antónio,
Qual egoísmo? - Em Ti?
Não há mais coisas minhas nos dias em que estou preguiçosa - também me acontece.
Mas vou tentar; sendo um pedido teu, escuto.
Beijinho.
bettips,
Amiga, os meus passos sempre por perto - era uma canseira para ti. Ias enjoar. Andas a "pintar"-me melhor do que sou. Vês-me com os olhos da amizade, que são generosos.
Abraço.
pintoribeiro,
Como é agradável ver que não te esqueces da tia!
Basta um "olá" para a gente se sentir lembrado. E isso sabe bem.
Também para ti, Sonia e Kinha, bjinhos.
tinta permanente,
Não leve a mal o que pergunto:
Ao lado de poesia tão boa, o que é que não fica lindo?
- Só se fôr uma bota da tropa...
:)
Obrigada pela sua visita.
E por aquela "Barca Bela" que disponibilizou lá no seu blog, simplesmente maravilhosa.
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