5.3.06

Lágrima de preta













Encontrei uma preta
Que estava a chorar,
Pedi-lhe uma lágrima
Para a analisar.
Recolhi a lágrima
Com todo o cuidado
Num tubo de ensaio
Bem esterilizado.
Olhei-a de um lado,
Do outro e de frente:
Tinha um ar de gota
Muito transparente.
Mandei vir os ácidos,
As bases e os sais,
As drogas usadas
Em casos que tais.
Ensaiei a frio,
Experimentei ao lume,
De todas as vezes
Deu-me o que é costume:
Nem sinais de negro,
Nem vestígios de ódio.
Água quase tudo
E cloreto de sódio.

António Gedeão

2 Comments:

Anonymous Anonymous said...

mas o poema não acaba assim, isto é a versão oficial que não revela o lado racista de antónio gedeão, na realidade acaba "não sei quê de sódio/ mas a preta cheirava mal/ e eu dei-lhe com uma enxada pela nuca" assim é que é a versão verdadeira, antonio gedeão essa fraude racista... se calhar não vá... ora entao um grande bem haja

March 06, 2006  
Blogger Ana said...

Insolente, ganha juízo, se é que lhe sentes falta, mas mantem a insolência; quem se leva demasiado a sério, quem se acha intocável, anda equivocado na vida !
E acaba morrendo como todos os outros e no dia seguinte já cheira mesmo mal !
E um grande bem-haja tb para ti.

March 06, 2006  

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