5.12.06

Tempo de poesia














Todo o tempo é de poesia

Desde a névoa da manhã
à névoa do outro dia.

Desde a quentura do ventre
à frigidez da agonia

Todo o tempo é de poesia

Entre bombas que deflagram.
Corolas que se desdobram.
Corpos que em sangue soçobram.
Vidas que a amar se consagram.

Sob a cúpula sombria
das mãos que pedem vingança.
Sob o arco da aliança
da celeste alegoria.

Todo o tempo é de poesia.

Desde a arrumação do caos
à confusão da harmonia.


A. Gedeão

2 Comments:

Blogger Maria Arvore said...

:)
É só deixá-la correr.

December 05, 2006  
Blogger Ana said...

Maria,

Naturalmente, é só.

Ele tem asas próprias.

:))

December 05, 2006  

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